Atualmente, anda nas mídias o termo bullying, termo inglês para descrever atos de violência física ou psicológico. Muitos acham que isso só ocorre na época do colégio. Principalmente pela imaturidade das crianças e dos adolecentes. Esse mês descobri que até adulto dentro de uma UNIVERSIDADE pode ser totalmente imaturo, maxista e hipócrita.
Numa universidade há no social a rejeição a qualquer tipo preconceitos e seus alunos andam num ambiente igual e livre de repressões, mas não foi que ocorreu a estudante Geysi Arruda de 20 anos no dia 22 de outubro na universidade (UNIBAN) onde frequenta o 1° período de turismo. Em declaração ela fala que estava com um vestido pois iria depois das aulas na universidade a uma festa de aniversário, só que durante os intervalos das aulas um grupo de universitários começou a segui-la e hostiliza-la ao ponto que toda a universidade parou no dia 22 e Geysi teve que se escoltada pela Policia Militar de São Paulo para fora da universidade vestida sobre dois jalecos dos professores e vaiada pelos universitários.
Abaixo mostro o video gravado por alguns universitários por seus celulares e o vestido no qual Geysi estava usando.
Eu, em particular gostaria de comentar que as estudantes do Rio de Janeiro em dias de calor usam roupas até mais curtas do que essas, até eu já usei algumas vezes um vestido verde com corte em diagonal na parte da saia. Achei absolutamente estranho as atitudes desses estudantes universitários ao recriminar um vestido na metade da coxa. Vem cá, vocês agora vão tacar pedras nas garotas que dançam no Faustão? Muitas delas cursão faculdade.
Enfim, ontem saiu a decisão anti-ética da Universidade Banderantes (UNIBAN). Onde a Aluna Geysi Arruda foi EXPULSA da universidade de acordo com um regulamento interno. Okey isso para mim foi o fim da picada. A UNE (União Nacional dos Estudantes) em nota repudia a atitude da Universidade:
Leia abaixo a íntegra da nota:
E esta manha o muro da UNIBAN apareceu pichado com os dizeres "Faculdade Preconceito".
A policia civil, a delegacia da mulher e o ministério da educação vão abrir investigações para apurar os fatos. No meu ponto de vista de acordo com a sociedade democrática que vivemos, mesmo a estudante vestida de trajes curtos não é digna de nenhum preconceito. Para terminar a minha indignação a estes fatos ocorridos vale apena lembrar que VIVEMOS numa sociedade LIVRE de PRECONCEITOS e que não pretendemos usar BURCAS para ir a uma universidade.
Numa universidade há no social a rejeição a qualquer tipo preconceitos e seus alunos andam num ambiente igual e livre de repressões, mas não foi que ocorreu a estudante Geysi Arruda de 20 anos no dia 22 de outubro na universidade (UNIBAN) onde frequenta o 1° período de turismo. Em declaração ela fala que estava com um vestido pois iria depois das aulas na universidade a uma festa de aniversário, só que durante os intervalos das aulas um grupo de universitários começou a segui-la e hostiliza-la ao ponto que toda a universidade parou no dia 22 e Geysi teve que se escoltada pela Policia Militar de São Paulo para fora da universidade vestida sobre dois jalecos dos professores e vaiada pelos universitários.
Abaixo mostro o video gravado por alguns universitários por seus celulares e o vestido no qual Geysi estava usando.
Eu, em particular gostaria de comentar que as estudantes do Rio de Janeiro em dias de calor usam roupas até mais curtas do que essas, até eu já usei algumas vezes um vestido verde com corte em diagonal na parte da saia. Achei absolutamente estranho as atitudes desses estudantes universitários ao recriminar um vestido na metade da coxa. Vem cá, vocês agora vão tacar pedras nas garotas que dançam no Faustão? Muitas delas cursão faculdade.
Enfim, ontem saiu a decisão anti-ética da Universidade Banderantes (UNIBAN). Onde a Aluna Geysi Arruda foi EXPULSA da universidade de acordo com um regulamento interno. Okey isso para mim foi o fim da picada. A UNE (União Nacional dos Estudantes) em nota repudia a atitude da Universidade:
Leia abaixo a íntegra da nota:
Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo
No dia 22 de outubro, o Brasil assistiu cenas de selvageria. Uma estudante de turismo da Universidade Bandeirante (São Paulo) foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens. Nesse episódio, a estudante foi perseguida e agredida pelos colegas, hipoteticamente pelo tamanho de vestido que usava, e só pôde deixar o campus escoltada pela polícia. Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?
Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas.
Além de não punir os estudantes envolvidos na violência sexista, responsabiliza a aluna pelo crime cometido contra ela e a expulsa da universidade de forma arbitrária, como se dissessem que, para manter a ordem, as mulheres devem continuar no lugar que estão, secundárias à história e marginalizadas do espaço do conhecimento.
É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens.
Esse desfecho, somado às diversas abordagens destorcidas do fato na mídia, demonstram a situação de opressão que todas nós, mulheres, vivemos em nosso cotidiano. Situação em que mulheres e tudo o que está relacionado a elas são desvalorizados e depreciados. A mulher é vista como uma mercadoria - ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada. É essa concepção que acaba por produzir e reproduzir o machismo, violência e sexismo, próprios do patriarcado. Tal concepção permitiu o desrespeito a estudante.
Nós, mulheres estudantes brasileiras, em contraposição a essa situação, estamos constantemente em luta até que todas as mulheres sejam livres do machismo, da violência, do desrespeito e da opressão que nos cerca.
Repudiamos o ato de violência dos alunos contra a estudante de turismo, repudiamos a reação da mídia que insiste em mistificar o fato e não colocar a violência de cunho sexista no centro do debate e denunciamos a atitude da universidade de punir a estudante ao invés daqueles que provocaram tal situação.
Exigimos que a matrícula da estudante seja mantida, que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira.
Somos Mulheres e Não Mercadoria!
Diretoria de Mulheres da UNE - União Nacional dos Estudantes
E esta manha o muro da UNIBAN apareceu pichado com os dizeres "Faculdade Preconceito".
A policia civil, a delegacia da mulher e o ministério da educação vão abrir investigações para apurar os fatos. No meu ponto de vista de acordo com a sociedade democrática que vivemos, mesmo a estudante vestida de trajes curtos não é digna de nenhum preconceito. Para terminar a minha indignação a estes fatos ocorridos vale apena lembrar que VIVEMOS numa sociedade LIVRE de PRECONCEITOS e que não pretendemos usar BURCAS para ir a uma universidade.



































